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quinta-feira, 19 de maio de 2011

FRIDA

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CONTEÚDO DIDÁTICO: ARTE - FRIDA

Dados do Arquivo:
País de Origem:  Mexico
Gênero: Biografia/Drama
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento:  1983
Formato: AVI
Qualidade: DVD Rip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Direção:  Paul Leduc
Elenco: F
elia Medina, Juan José Gurrola, Max Kerlow, Claudio Brook.

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Sinopse: 
O filme retrata a vida da artista mexicana Frida Kahlo (Salma Hayek) nascida em 1907 que lutou contra a dor como poucas e que, com uma natureza transgressora, se transformou em um mito da América Latina. A história também aborda os vários relacionamentos amorosos que teve durante sua vida - com seu marido, com o pintor Diego Rivera (Alfred Molina), 20 anos mais velho que ela e com quem se casou duas vezes, com Leon Trotsky e também com várias mulheres - traços da sua rápida ascensão no mundo da arte e sua trágica vida pessoal.
A paixão sem limites, as sobrancelhas grossas, o buço forte e as roupas mexicanas tradicionais fazem parte de sua imagem, marcada por uma poliomielite adquirida ainda criança e pelas conseqüências de um grave acidente de ônibus aos 20 anos que atingiu sua coluna vertebral. Obrigada a passar vários anos em uma cama, entre aparelhos ortopédicos, agulhas e bisturis, a Frida de Salma Hayek parece encantadora, elegante e original, descreveram críticos de agências internacionais.
A sofrida vida da artista, que morreu aos 47 anos devido a complicações - como a amputação de uma perna.

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Laranja Mecânica



CONTEÚDO DIDÁTICO: FILOSOFIA, ARTE- BEHAVIORISMO, CONDICIONAMENTO, CONTRACULTURA.

Dados do Arquivo:
País de Origem:  Inglaterra
Gênero:  Drama/Policial/Suspense
Tempo de Duração: 138 minutos
Ano de Lançamento:  1971
Formato: AVI
Qualidade: DVD Rip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Direção:  Stanley Kubrick
Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Warren Clarke.

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Sinopse:
Em uma desolada Inglaterra do futuro, a violência das gangues juvenis impera, provocando um clima de terror. Alex (Malcolm McDowell) lidera uma das gangues e, após praticar vários crimes, é preso e submetido à reeducação pelo Estado, com base em uma técnica de reflexos condicionados. Quando ele volta à sua vida em liberdade, é perseguido por aqueles que foram suas vítimas, Mr. Alexander (Patrick Magee) e sua esposa. Filme clássico do diretor Stanley Kubrick, que mostra situações de ambigüidade moral e terrível violência. Adaptação do livro de Anthony Burgess, Laranja Mecânica teve quatro indicações ao Oscar em 1971 e entrou para a lista dos 100 melhores filmes do American Film Institute.

LARANJA MECÂNICA - Contextualização
Para uma melhor análise do filme Laranja Mecânica, é importante contextualizá-lo na época de sua produção. .Burgess escreveu o livro em 1962 e o filme foi lançado em 1971, no auge da chamada contracultura. As décadas de 1960 e 70 produziram um conceito artístico de grande apelo visual, o Psicodelismo, advindo do uso de drogas psicotrópicas como o LSD. Cores fortes, vibrantes e muitos arabescos eram a marca deste movimento, que produziu inúmeras capas de discos tais como o famoso Sargent Pepper’s dos Beatles e no Brasil os da tropicália.

Nesse sentido, Kubrick e os responsáveis pela fotografia do filme “enxugaram” o conceito do psicodelismo expondo-o através do uso das cores fortes e contrastantes, mas limpando seus arabescos, cuja lembrança ocorre, por exemplo, na cena inicial, no cardápio exposto nas paredes da Leiteria Korova. Kubrick manteve, portanto, a marca de sua época, tentando imaginar um cenário de futuro, de final de século vinte, onde as formas seriam mais limpas, os espaços mais amplos. “Releu”, enfim, o ambiente daquela época, antecipando-se à consagração do movimento pós-modernista, que viria a acontecer a partir da década de 80.

No filme, o pensamento de uma nova leitura aparece mais fortemente, sem dúvida, na questão musical. Kubrick nos traz, através da trilha sonora do filme, uma amostra fantástica do que é uma releitura e quais as suas intenções. Partindo da idéia contrária do modernismo, que se associa à criação do “novo”, o pensamento pós-moderno não mais acredita neste conceito, mas no de que tudo já foi criado e a partir de então tudo será re-criado, re-visto, re-lido.

Afora a crítica social e os aspectos psicológicos expostos no filme, a quebra das significações mais fortes acontece na música e através da música, haja vista o nome da técnica testada pelos cientistas, denominada Ludovico, uma clara “lembrança” do compositor Ludwig Van Beethoven.

A trilha sonora, quase toda baseada na música erudita, com músicas deste autor, de Rossini, Rimsky-Korsakow e Purcell, entre outros, utiliza versões arranjadas para sintetizadores, além das versões originais. A música erudita, simbolicamente ligada ao espírito da perfeição, do clássico, da virtude, é usada no seu sentido contrário, fazendo uma “cama” sonora para a violência e degradação ética e moral. Na época em que foram lançadas nas suas versões sintetizadas por Walter Carlos (hoje Wendy Carlos), houve críticas ferozes contra tal “heresia”. Na verdade, no filme existem duas etapas de releitura musical: primeiramente a tecnológica, propiciando a possibilidade de se “reler” as obras clássicas dando-lhes nova roupagem; e posteriormente, tal “releitura” alcançando níveis verdadeiramente conceituais, dando um novo sentido a ela, re-significando, enfim, sua própria mensagem. Desta forma, a Ode à Alegria de Beethoven, um hino à irmandade, à humanidade, transformou-se na sensação pura do ódio, da raiva, da “lembrança” da agressividade humana, expostas no momento da tortura auditiva de Alex pelo escritor.

Tecnicamente, os realizadores da trilha sonora não se utilizaram de grandes inovações. Na verdade, usaram recursos existentes desde o início do cinema, tais como a utilização de músicas sinfônicas originais. Executaram-na, porém, com grande maestria, uma vez que longos trechos das peças foram associados às imagens muitas vezes através da técnica chamada mickeymousing, onde a música pontua os movimentos dos atores, tal como nos desenhos de famoso ratinho americano. Exemplos: as gangues brigando ao som de Guilherme Tell e o ritmo acelerado na cena de Alex e as duas garotas no quarto.

Enfim, nesta breve análise, verificamos o êxtase de Alex ao final do filme acompanhado pela 9ª Sinfonia de Beethoven, cuja Ode à Alegria, agora novamente re-significada com um giro de 180°, sugere uma “leve” distorção da alegria da humanidade sonhada pelo grande compositor.

* Sergio Alberto de Oliveira
Regente, Mestre em Artes e Doutor em Música


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CONTEÚDOS RELACIONADOS
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THE WALL


CONTEÚDO DIDÁTICO: HISTÓRIA, ARTE - 2º GUERRA MUNDIAL

Dados do Arquivo:
País de Origem:  Inglaterra
Gênero:  Musical/Guerra/Drama
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento:  1982
Formato: AVI
Qualidade: DVD Rip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Direção:  Alan Parker
Elenco: Bob Geldof, James Laurenson, Eleanor David, Kevin McKeon.

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Sinopse:
The Wall é realizado por Alan Parker, escrito por Roger Waters e pode datar da data que lhe apetecer pela sua inevitável actualidade. Conta estórias da História: da guerra chegam papéis dourados com desculpas, condolências e agradecimentos. Só um remetente: o país. Sempre do país. Sempre a pátria. Sempre à frente e nunca à esquerda, afastada: para que se possam ver coisas e as coisas-pessoas de que(m) temos saudades. A estória da História contada em The Wall passa-se depois da bala, depois das explosões. Quando a mãe já está sozinha. E mais sozinho o filho: Pink, porque deixou de o ser. Mais sozinho por não o conhecer. Quando o pai já desapareceu. A mãe é super-protectora e o sistema educativo repressivo: a pátria nunca à esquerda. Pink cresce em múltiplas psicoses. Vive no espaço que é rodeado pelo muro que ele próprio pariu. O muro que ele próprio faz crescer. Vê pedaços de madeira – a boiar no mar preto: fundo – na poesia e na música. Transforma-se, previsivelmente, num músico de sucesso e aumenta o número de tijolos do muro: com a fama e as drogas. Pink Floyd: The Wall é um musical, em nada parecido com os mais recentes Moulin Rouge!, Chicago, ou O Fantasma da Ópera. Em The Wall há a quase ausência de diálogo, que quando presente não é cantado. Há sim um brilhante narrador: Pink Floyd. Para a qualidade da música, as mesmas duas palavras. E mais duas: Michael Kamen. A câmera do sr. Alan Parker tem toda a liberdade. Faz o que lhe apetece. Contudo, nunca nos leva a lugares inóspitos (entenda-se: desinteressantes). Gerald Scarfe foi o responsável pela animação que encaixa perfeitamente com o resto do filme.



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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Documentário - Lixo Extraordinário



CONTEÚDO DIDÁTICO: ARTE, SOCIOLOGIA - ARTISTA PLÁSTICO BRASILEIRO: VIK MUNIZMEIO AMBIENTE, QUESTÕES SOCIAIS SOBRE OS CATADORES DE LIXO.

Dados do Arquivo:
País de Origem:  Brasil
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento:  2009
Formato: AVI
Qualidade: DVD Rip
Áudio: Português
Legenda: Português
Direção: Lucy Walker
Elenco

Sinopse:
Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), Lixo Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final, revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.

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