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sábado, 6 de agosto de 2011

O episódio: "A grande batata" da Família Dinossauro e a reflexão sobre a origem do vida

Esse episódio da Família Dinossauro conhecido como "A grande batata", cujo título original é "A maior história jamais vendida / The Greatest Story Ever Sold". Retrata de forma sarcástica uma das questões fundamentais da humanidade: A origem da vida. Com uma pitada de humor, o episódio desenvolve uma crítica ferrenha aos modelos religiosos vigentes em nossa sociedade.

Vale a pena assitir!


domingo, 3 de julho de 2011

A VIDA DE DAVID GALE

CONTEÚDO DIDÁTICO: FILOSOFIA, POLÍTICA E SOCIOLOGIA
TEMÁTICA: PENA DE MORTE

Dados do Arquivo:
País de Origem:  Alemanha, EUA
Gênero Policial/Drama
Tempo de Duração: 130 minutos
Ano de Lançamento:  2003
Formato: Avi
Qualidade: DVD.Rip
Áudio: Português
Legenda: S/L
Direção: Alan Parker
Elenco:  Kevin Spacey, Kate Winslet, Laura Linney, Gabriel Mann.


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SINOPSE:
O filme A vida de David Gale se apresenta por meio de um intelectual professor de Filosofia que é acusado de estrupar sua ex-aluna; logo em seguida sua amiga é morta e David é acusao de sua morte, tendo assim como sentença a pena morte, no entanto, quatro dias antes de sua execução, o professor de Filosofia solicita as autoridades do presídio de segurança máxima a presença de uma jornalista, pois seu objetivo é lhe apresentar a verdade dos fatos, pois, David Gale tem por objetivo mostrar a sua inocência, não apenas para a sociedade, mas sobretudo, para o seu filho que lhe haviam tirado em decorrência dessa acuação. David Gale narra a sua vida antes da acusação do estrupo, pois, ao narrar uma aula que apresentava aos seus alunos, ele abordava a Filosofa de Lacan que tinha como principio a busca pelo objeto desejado. Nessa aula ele argumentava que o ser humano tinha como fonte de sua vida um objeto a ser alcançado, ou seja, a vida do ser humano só tem sentido por meio desse desejo que está colocada no ser humano como estimulo para alcançar o objeto desejado. Ao traçar um paralelo com o atual pensamento lacaniano com a vida de David Gale podemos perceber que o objeto que o intelectual busca pro meio do desejo de apresentar as verdades dos fatos para a famosa jornalista, é a de provar a inocência perante a sociedade.

Ao analisar os fatos colocados por David Gale, podemos perceber que a um constante trabalho da jornalista para inocentar o professor de Filosofia, no entanto, o tempo se colocava de forma escassa, pois, se tinha apenas quatro dias para a execução. Diante dessa dificuldade, a jornalista mesmo tendo as provas de que o estrupo tinha sido forjado por determinadas pessoas que queriam vê a decadência de David Gale, pois, o intelectual incomodava pela forma crítica de pensar. Diante da frustração de não conseguir impedir a morte de Gale, a jornalista se sente culpado, no entanto, David tinha seu objetivo bem traçado e planejado. Essa determinação de provar a sua inocência podemos perceber após a sua morte que mesmo, senso morto ele consegue antes de ser executado fazer um pedido que consistia em entregar um vídeo que tinha os conteúdos que provava a armação do estrupo.

Podemos perceber o nítido pensamento de Lacan aplicado na vida do professor de Filosofia, que apesar das perseguições políticas que tinha por parte do governo e de outras pessoas que queriam vê sua vida destruída, não deixou se intimida, buscando assim o desejo de sua inocência até depois da morte. E comprovar que existem erros no sistema


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CONTEÚDO RELACIONADO

O NOME DA ROSA

CONTEÚDO DIDÁTICO: FILOSOFIA, RELIGIÃO, HISTÓRIA E SOCIOLOGIA -
FILOSOFIA: NOMINALISMO, A POÉTICA DE ARISTÓTELES A FILOSOFIA MEDIEVAL. HISTÓRIA: IDADE MÉDIA, INDEX (LIVROS PROIBIDOS).

Dados do Arquivo:
País de Origem:  Alemanha, França e Itália
Gênero:  Suspense/Drama
Tempo de Duração: 130 minutos
Ano de Lançamento:  1986
Formato: Avi
Qualidade: DVD.Rip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Direção: Jean-Jacques Annaud
Elenco 
Sean Connery, Christian Slater, Helmut Qualtinger, Elya Baskin

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SINOPSE:
Passado numa abadia italiana em 1327, O Nome da Rosa decorre durante ‘o cativeiro Babilônico’, um período de 70 anos durante o qual os papas eram franceses e a Santa Sé foi transferida de Roma para Avignon. Neste tempo de imenso rebuliço, as ordens monásticas competiam por influência temporal e espiritual. Algumas ordens foram declaradas como heréticas e os julgamentos eclesiásticos por heresia reflectiam a luta pelo poder e os conflitos filosóficos muito reais. Os imperadores italiano, francês e alemão competiam pela dominação política e as relações muitas vezes hostis no seio do papado, ordens religiosas e vários imperadores faziam da vida monástica uma vida pouco tranquila. Quando William de Baskerville é enviado a uma abadia para investigar acusações de heresia, ele e um noviço, que é o narrador da história, devem também investigar uma série de assassinatos, um por dia durante a semana em que William está presente. William acredita que estes assassinatos estão relacionados com as filosofias ‘heréticas’ e práticas religiosas escondidas às quais alguns monges estão apaixonadamente dedicados. Alguns destes usualmente pios monges ganharam ao longo dos anos o controle da vasta biblioteca da abadia, e assim controlavam o acesso ao conhecimento. A biblioteca, construída como um labirinto com os livros organizados segundo um plano secreto, está fora de limites para William. Acreditando que as mortes na abadia estão de algum modo relacionadas com heresias e com livros misteriosos escondidos na biblioteca, William tem de investigar secretamente, sendo a sua investigação simultaneamente filosófica bem como uma procura pelo assassino ou assassinos. Eco cria um mistério extraordinariamente complexo e excitante que serve de moldura a um retrato profundo da vida monástica no século XIV. A sua habilidade na criação da atmosfera e das duas personagens de William e do seu noviço permitem ao leitor um vislumbre do que a vida monástica deve ter sido há cerca de 700 anos. Todos os conflitos europeus do período vêm à tona e o leitor sente o seu efeito esmagador sobre a vida quotidiana dos homens dedicados à igreja mas lutando com assuntos privados de pecado e culpa.



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CONTEÚDO RELACIONADO


FREUD, ALÉM DA ALMA

CONTEÚDO DIDÁTICO: FILOSOFIA E PSICANÁLISE - A TEORIA FREUDIANA.

Dados do Arquivo:
País de Origem:  EUA
Gênero:  Biografia/Drama
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento:  1962
Formato: RMVB
Qualidade
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Direção: John Huston
Elenco Montgomery Clift, Susannah York, Larry Parks, Susan Kohner, Eileen Herlie etc.

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Sinopse:

O filme Freud, além da alma que é dirigido por John Huston, fala sobre o período da vida do "pai da psicanálise" desde que ele se graduou no curso de Medicina na Universidade de Viena até a formulação da teoria da sexualidade infantil.
O filme começa mostrando Freud numa resistência em tratar de uma paciente com neurose de histeria, em um hospital, cujo diretor era Meynert. Ele dizia acreditar que histeria era uma mentira, e que acontecia somente para fugir das responsabilidades.
      Ansioso em obter respostas para acabar com o sofrimento de seus pacientes decidiu ir para Paris, estudar a doutrina de Charcot. Em uma de suas aulas, Charcot demonstrou que a histeria não era fruto de bruxaria, mas sim que era de origem psíquica. Ao regressar a Viena, Freud casou-se com Martha. Em uma de suas palestras, na Sociedade Médica de Viena, mostrou que, através de conhecimentos anteriores, e de seus aprendizados com Charcot em Paris, havia pensamentos de níveis inconscientes, que havia traumas vindos de fatos ocorridos na infância, e que era preciso ainda descobrir seus elos. Não teve sucesso, pois Meynert, alegou que o que Freud havia dito não tinha nada de novo. Assim, Meyner foi aplaudido pela assembléia.
      Continuando seus estudos, chegou a conclusão que realmente após a hipnose os sintomas permaneciam. Continuou a usá-la mesmo assim, tentando fazer com que as lembranças continuassem, após o momento do transe.
      A sessões analíticas baseadas na livre associação tornou-se uma regra indispensável e unida à interpretação dos sonhos serviu de ferramenta para que Freud lançasse os princípios centrais da psicanálise. A descoberta do inconsciente e de sua importância psíquica constituiu o fundamento da psicanálise.
      Em um de seus diálogos com Breuer, descobriram um erro na teoria de Charcot: a mente não se dividia. Apenas tirava o trauma da consciência, deixava as lembranças inconscientes e as emoções são descarregadas fisicamente.
Durante um sonho, descobriu seu complexo de Édipo e assim passou a fazer sua auto-análise, pois Breur não o aceitou como paciente.   A conselho deste, foi ao hospital e foi surpreendido hipnotizando um paciente, contrariando a posição de Meynert, o que causou sua demissão.
                  Freud elaborou a "Teoria das neuroses", mas Breuer não concorda que uma teoria parta de um só experimento, o de si próprio. Freud diz que essa teoria foi baseada com todos os casos já tratados e que todos os traumas estão ligados à sexualidade.
      A paciente de Breuer, já tida como curada e que, segundo ele, não tinha nenhum problema causado pela sexualidade, volta a ter um surto, apresentando sintomas de trabalho de parto, sendo que não estava grávida. Breuer passa a cliente para Freud, alegando paixão dela por ele, e que não poderia deixar que isso interferisse em seu casamento.
      O pai de Freud falece e Freud não consegue entrar no cemitério, desmaia, tem um sonho amedrontador e diz para Breuer que os sonhos têm sentido para aqueles que sonham, mas são ícones do inconsciente misturados com fatos do consciente, e de difícil interpretação. Descobre que havia algum erro de seu pai escondido nas profundezas da sua mente que ele não conseguia alcançar. Ao contrário das outras pessoas, Freud procurava abrir os olhos e enxergar o mal que seu pai lhe fizera.
      Decidiu voltar ao cemitério com Breuer, novamente sente os mesmos sintomas. Pensa em alguma ligação, tenta desvendar o que estava encoberto com relação a seu pai, e vem a sua mente que as neuroses podem surgir desde a infância.
      Freud continua tratando da paciente Cecily, que fora antes de Breuer. Abolindo o método hipnótico por opção da própria paciente, Freud a leva a muitas lembranças através da livre associação, em estado plenamente consciente. Cecily fala de seus sonhos e fatos da sua vida, e Freud desvendando, certifica-se que pode chegar ao inconsciente mesmo com o paciente em estado consciente.
      Então, volta a pensar em sua infância para tentar fazer uma ligação ao que causou o surto em frente ao cemitério. Tem um sonho onde vê a figura da sua mãe que o deixou sozinho para ir dormir com seu pai. Sentiu ciúmes porque queria a mãe ali e não com o pai, assim veio a culpa por achar que desonrou seu pai.
      Quando pensa em desistir, sua esposa pega uma de suas agendas e lê:
"O progresso é como andar, consegue-se perdendo e ganhando equilíbrio.
É uma série de erros...
De erro em erro acaba-se descobrindo a verdade".

      Freud lembra que havia escrito uma vez: "...o falso é às vezes a verdade de cabeça para baixo". Descobre que no universo da fantasia pode estar a realidade. Quando a jovem dizia que o pai a molestou, na verdade ela queria possuir seu próprio pai. Uma fantasia transportada para a fase adulta, que não sendo trabalhada, tornou-se um recalque. Freud muda sua teoria, chegando a conclusão que a criança também tem seus instintos sexuais desde quando nasce, suprindo suas necessidades alimentares com o leite materno e satisfação de sua sexualidade em sugar o seio da "mãe". Sua mãe ou quem cumpre essa função, é seu primeiro objeto de desejo.
 valiosas.
      Conversando com Breuer, que acha difícil convencer os outros médicos, a idéia de que a teoria seria invertida, a sexualidade adulta tornar-se sexualidade infantil. Este, o tomando como filho, proíbe Freud de publicar aquele capítulo da sexualidade infantil. Freud resiste dizendo: "chega uma hora que se deve renunciar a todos os pais e ficar de pé sozinho".
      Em palestra no "Conselho de Neurologia e Psiquiatria de Viena", Freud começa frisando como na "Idade da Inocência" a criança não tem consciência sexual, porém começa falar sobre a fase oral. Os médicos começam a se retirar aos poucos, mas Freud continua a falar dos desejos da criança, da concorrência entre os pais, cita Édipo e que cada ser humano tem esse desafio, de se confrontar com o seu complexo e de superá-lo. Se conseguir superar se torna um ser humano completo, se não se tornará um neurótico.
      Quando um dos médicos do conselho levanta-se e pergunta ao Dr. Breuer se ele concorda com Dr Freud, Breuer defende o amigo, dizendo que Freud é um dos melhores, no meio médico para esses assuntos, mas que jamais poderia concordar com a teoria da "Sexualidade Infantil".
      Já no final, Freud caminha lentamente, consegue ultrapassar o muro do cemitério, chegando até a lápide de seu pai.
Termina o filme com uma mensagem e uma pergunta que foram escritas no templo de Delfos, mais de 2000 anos atrás:
"CONHEÇA A SI PRÓPRIO".
"Contra o mais velho rival do homem o ‘orgulho´.
É o início da sabedoria.
É uma esperança de vitória.
Este conhecimento está agora ao nosso alcance.
Será que o usaremos?
Espero que sim".


A psicanálise revelou o inconsciente do homem e como ela o iluminou...Sigmund Freud revelou outra parte da nossa mente - O funcionamento em segredo - que pode até mesmo controlar nossas vidas.



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ANÁLISE DO FILME

Os impasses e as dificuldades a que foram submetidas às primeiras elaborações de Freud na tentativa de compreensão da histeria serviram como força propulsora na construção da teoria psicanalítica. O famoso filme Freud Além da Alma busca retratar essas questões quando nos apresenta as primeiras especulações de Freud em seu desejo de compreender o funcionamento do psiquismo humano.

No início de seus estudos, sob a influência de Charcot e Breuer, Feud formula a teoria do trauma, através da qual postulava a origem dos fenômenos histéricos em um episódio de sedução que teria ocorrido na infância e que viria a adquirir valor traumático na vida adulta mediante a vivência de situações que recordariam as lembranças, ocultas pela repressão. As lembranças dolorosas se comportavam como um corpo estranho, alheio à consciência, desencadeado os sintomas histéricos.

O método catártico desenvolvido por Breuer com o auxilio da hipnose visava à recordação e a elaboração dos acontecimentos traumáticos, produzindo a descarga emocional necessária para a cura dos sintomas.

Durante algum tempo a hipnose foi a principal forma de tratamento utilizada por Freud. No entanto, alguns pacientes não se deixavam hipnotizar. Como era o caso da senhorita Ana O., encarnada em alguns momentos pela personagem Cecily no filme. Não conseguindo hipnotizar Cecily na primeira sessão, Freud é levado a descobrir o método de associação livre, em que a paciente narra tudo o que vem à cabeça, sem censura.

Durante a sessão Cecily confessa ter sido molestada pelo pai e para silenciar com relação a esse fato ganha uma boneca de presente. Porém, Freud passa a desconfiar do relato da paciente quando percebe que esta ainda a guarda com muito carinho, o que, na verdade, deveria ter sido rejeitada por fazer referência ao ato traumático.

Algum tempo depois, Cecily nega ter sido assediada pelo pai e ameaça suicidar-se, afirmando ter construído esta história apenas para agradar seu médico. Freud então começa a se dar conta que alguns relatos dos pacientes se baseavam naquilo que eles acreditavam que o médico queria ouvir, além de passar a especular que talvez os pacientes não estivessem se recordando de uma lembrança, mas de uma fantasia.

Ademais, em sua experiência de auto-análise Freud confirma a construção da fantasia quando compreende que o assédio sofrido por sua irmã pelo seu pai nunca aconteceu (já que esta nem mesmo havia nascido naquela época), sendo uma forma de tentar punir o pai por ter-lhe tirado a mãe.

A partir disso, inaugura-se a importância da sexualidade infantil e do complexo de Édipo na estruturação do psiquismo humano. Para Freud a sexualidade existe desde os primeiros anos de vida, significando a busca de prazer ou satisfação que, em geral, é proporcionada pela mãe ao ser a principal provedora de cuidados do bebê. Assim, o menino desenvolve uma relação afetuosa pela mãe e um sentimento de ódio pelo pai, por intervir na relação rompendo o laço amoroso.

Trazendo à luz tais questões Freud sai do impasse gerado pela teoria do trauma, uma vez que esta ao desconsiderar a sexualidade infantil não compreende como os acontecimentos vividos na infância poderiam se configurar como traumáticos.
OBRA - PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO 


Fonte: http://organizandoideias.arteblog.com.br/357817/Resumo-Filme-Freud-Alem-da-Alma/

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Morangos Silvestres

CONTEÚDO DIDÁTICO: FILOSOFIA E PSICOLOGIA - EXISTENCIALISMO E FREUD.

Dados do Arquivo:
País de Origem:  Suécia
Gênero: Drama/Fantasia
Tempo de Duração: 91 minutos
Ano de Lançamento:  1957
Formato: AVI
Qualidade: DVD Rip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Direção: Ingmar Bergman
Elenco
 Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Jullan Kindahl,Folke Sundquist, Björn Bjelfvenstam, Naima Wifstrand, Gunnel Broström, Gertrud Fridh.

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Sinopse:
O eminente Professor Isak Borg acorda (perturbado por um sonho em que vê sua própria morte) bem cedo no  dia em que vai receber um titúlo honorífico. Decide ir de carro com sua nora Marianne (a estonteantemente bela Ingrid Thulin) até a universidade. No caminho, ela o critica por ser frio, o que o leva a examinar sua vida. Ele que, embora voltado à ciência e com uma carreira bem-sucedida como médico, era tão egoísta quando se tratava do trato com os outros. Eles param numa casa onde ele viveu por vinte anos e se lembra da rejeição por parte da bela Sara. Logo depois, eles dão carona a três jovens: uma garota (também chamada Sara, e interpretada pela mesma atriz, uma das favoritas deBergman, Bibi Andersson) – em cuja aparência e atitude desafiadora e autoconfiante há semelhanças óbvias com a Sara do passado – e dois rapazes. Eles se envolvem num acidente. O marido e a esposa que estão no outro carro juntam-se ao grupo do professor, mas o casal briga, e Marianne os manda sair. Na paz que se segue, o velho professor sonha de novo, dessa vez com um fracasso (o qual ele não viveu) em um teste de competência profissional. Ele acorda e param para visitar a mãe dele, de 96 anos, cuja frieza para com o filho choca Marianne. Eles chegam à universidade e o médico recebe as honrarias. Quando o dia termina, ele faz sua primeira tentativa para romper a “cela” de frieza que ele construíra e na qual vivera por quase toda sua vida.
  Viajar ao passado particular. Rever e reavaliar as próprias vivências. O onírico a abrir sendas que conduzem a uma profunda análise de momentos-chave e incidentes definidores da vida e de suas escolhas. São esses, basicamente, os temas por trás do fascínio que Morangos Silvestres (Smultronstället, 1957) ainda desperta, passados mais de cinqüenta anos de seu lançamento. Afinal, quem nunca um dia teve um sonho relacionado a uma experiência vivida há muito tempo? Ou ainda: quem nunca desejou voltar a um ponto específico de sua própria vida e assim, de forma retroativa, mudar algo ali que ocasionaria mudanças relevantes no futuro daquela pessoa?


O eminente Professor Borg, no final de uma vida dedicada à ciência, passa a ter sonhos que o incomodam: o primeiro sonho, numa das mais famosas seqüências oníricas da história do cinema, se vê perdido numa parte desconhecida da cidade. A solidão é total ali. Ouvimos o bater de um coração. Um sol forte, com a imagem acentuada por um branco claustrofóbico, nos passa a sensação exata que sente o velho professor, que caminha pela calçada, na qual os estabelecimentos todos são fechados por tábuas, em vez de janelas. Um relógio grande sem ponteiros (representando o inescrutável da precária existência humana: a morte?); uns olhos estilizados numa placa logo abaixo do misterioso relógio; um vulto de um homem de costas, do qual Borg se aproxima para constatar ser uma figura de semblante surreal e que desaba na calçada, agora sem cabeça a esvair-se em um líquido. E o mais aterrador de tudo: uma carroça sem condutor puxada por cavalos desgovernados trazendo um caixão. A roda dianteira traseira da carroça fica presa num poste de luz, é arrancada e vai rolando e quase “atropela” o pasmo e assustado professor, que a tudo vê encostado a uma parede. Com o esforço para sair dali, o carroça se inclina: o caixão cai ao meio-fio e a surreal condução fúnebre se vai, virando uma esquina. E desaparece. O silêncio volta. O professor vê uma mão saindo do esquife. Ele se aproxima. E percebe a mão a se movendo para fora do caixão e, surpreso ao extremo, vê seu próprio corpo se levantando dali. Ele desperta, ainda receoso de abrir os olhos.

   Começa assim o seu grande dia. A partir desse sonho, ele mudará. E muito! Desperto, ele caminha até o quarto de sua ajudante de tantos anos e lhe diz que irá até Lund (para a grande cerimônia de entrega do prêmio honorífico) de carro, e não de avião, conforme o planejado. Ou seja, lemos nas entrelinhas: algo “estalou” na cabeça do velho professor com o sonho. Ela passa a ter a vontade de rever algo, de resgatar uma certa “coisa” em seu passado. Com a visão da própria morte, ele revê suas atitudes, tudo em virtude de um senso de urgência despertado pela morte iminente que é imprecisa no tempo (lembram do relógio sem ponteiros?), mas certa, porque inescapável.

Há uma pitada de ironia: Borgera um médico, alguém, supostamente, que tinha de ser voltado e dedicado ao outro. Mas ele vivera apenas uma fachada: num contraponto (muito usado na filmografia deBergman), acentua-se ainda mais o contraste entre o homem frio por dentro mas por fora aparentemente (numa dissonância ainda mais incômoda para ele) um “defensor da humanidade”.

   O filme é interessante ao extremo por lidar com esse campo tão bem explorado por Bergman: o passado que insiste em não morrer, em nos influenciar e o campo dos sonhos, nos quais se escondem nossos receios e desejos e fobias e as mais recônditas verdades e quase-verdades. Portanto, num plano psicanalítico, o filme também é rico.
   E tem várias passagens antológicas: Borg senta-se numa clareira perto da casa em que morou e passa a devanear. Esse devaneio o leva ao passado. E aí há o cruzamento entre o presente e o passado: ele volta a um dia de sua longínqua juventude e vê sua amada Sara, seus irmãos e irmãs, entra na casa e vê um almoço, no qual estão quase todos presentes. Todos no auge de suas vidas. Nesse cruzamento, nessa intersecção entre o presente e o passado, temos o vislumbre ou a impressão que o último, ainda que distante, é algo palpável, mensurável e possível de ser revivido e, daqui, do presente, reavaliado, o que é mais importante. O velho e eminente professor, que pela vida afora fora tão distante para com os outros, passa a reavaliar, num prisma crítico, suas próprias atitudes. Dessa forma, uma catarse o “transforma” internamente: a reavaliação e revalorização da vida acontece.

   Bergman mostra tudo isso não de um ponto de vista piegas. Não há sentimentalismos ali. É tudo tão crível nesse filme, que nós, prontamente, sentimos uma grande empatia para com o protagonista, ele que vai às ruas raízes para ver de um outro ponto de vista sua vida, suas vivências.
   O quase misantropo Professor se abre para a vida, em seu ocaso. Mas a tempo ainda de ter um momento de paz, de contentamento e de “sentido” para sua existência. A cortina, então, poderia cair.
   A seqüência do sonho em que ele é testado por uma banca examinadora também tem um quê de surreal absolutamente inesquecível. Quando, logo mais, ele “vê” (revivê, se me permitem o neologismo canhestro) a traição de sua mulher, o examinador (que era o marido sem noção que humilhara a esposa e a quem o grupo de Borg dera carona e fora expulso do carro), temos uma aula do que é um diretor (ainda que os procedimentos usados por ele hoje em dia pareçam “manjados” e até mesmo ingênuos) voltado à exploração do dificílimo descortinamento de nosso vasto e complexo mundo interior.
   A interpretação do lendário mestre Victor Sjöström (que foi um dos grandes diretores do cinema mudo sueco e fez sucesso também nos EUA) no papel é tão convincente que no final nos deixa uma sensação de saber o que é de fato umainterpretação. Ele simplesmente, aos 78, já fraco e debilitado, é o centro de tudo ali!
   O filme levanta outras questões, múltiplas, obviamente. Aqui, este blogueiro bissexto e crítico de coisa nenhuma, apenas um inquieto e curioso intelectualmente, preferiu escolher alguns aspectos que o interessaram, a saber: a volta ao próprio passado, a questão do tempo, a junção de realidades distantes, temporalmente e, acima de tudo, a magia do que é vivenciar uma obra de arte que nos desvenda e nos torna mais ricos interiormente.
  
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sétimo Selo

CONTEÚDO DIDÁTICO: FILOSOFIA E HISTÓRIA - CRISE NO SISTEMA FEUDAL, EXISTENCIALISMO, HEIDEGGER, ALBERT CAMUS.

Dados do Arquivo:
País de Origem:  Suécia
Gênero: Drama/Fantasia
Tempo de Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento:  1957
Formato: AVI
Qualidade: DVD Rip
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Direção: Ingmar Bergman
Elenco
 Max Von Sydow, Gunnar Björnstrand, Bengt Ekerot, Nils Poppe.

Sinopse:
Após dez anos de combate nas Cruzadas, um cavaleiro retorna ao seu país, encontrando-o devastado pela Peste Negra. Em sua nova luta contra a Peste, o cavaleiro pede uma trégua, durante a qual ele jogará uma partida de xadrez com a Morte. Sempre acompanhado de seu fiel escudeiro Jons, o cavaleiro depara-se então com a morte, através da fome e da peste. Suas dúvidas e tormentos só são aliviados quando conhece Jof e Mia, um ingênuo casal de saltimbancos.

Assista ao trailer

CONTEXTO HISTÓRICO

O século XIV assinala o apogeu da crise do sistema feudal, representada pelo trinômio "guerra, peste e fome", que juntamente com a morte, compõem simbolicamente os "quatro cavaleiros do apocalipse" no final da Idade Média.

Inicialmente, a decadência do feudalismo resulta de problemas estruturais, quando no século XI, a elevada densidade demográfico na Europa, determinou a necessidade de crescimento na produção de alimentos, levando os senhores feudais aumentarem a exploração sobre os servos, que iniciaram uma série de revoltas e fugas, agravando a crise já existente.

As cruzadas entre os séculos XI e XIII representaram um outro revés para o sistema feudal, já que seus objetivos mais imediatos não foram alcançados: Jerusalém não foi reconquistada pelos cristãos, o cristianismo não foi reunificado, e a crise feudal não foi sequer minimizada, já que a reabertura do mar Mediterrâneo promoveu o crescimento de relações econômicas mais dinâmicas, representadas pelo Renascimento Comercial e Urbano, que já contextualizam o "pré-capitalismo", na passagem da Idade Média para Moderna.
O trinômio "guerra, peste e fome", que marcou o século XIV, afetou tanto o feudalismo decadente, como o capitalismo nascente. A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entre França e Inglaterra devastou grande parte da Europa ocidental, enquanto que a "peste negra" eliminou cerca de 1/3 da população européia. A destruição dos campos, assolando plantações e rebanhos, trouxe a fome e a morte.
Nesse contexto de transição do feudalismo para o capitalismo, além do desenvolvimento do comércio monetário, notamos transformações sociais, com a projeção da burguesia, políticas com a formação das monarquias nacionais, culturais com o antropocentrismo e racionalismo renascentistas, e até religiosas com a Reforma Protestante e a Contra Reforma.
Insere-se ainda nessa mesma conjuntura, o início do processo de expansão ultramarina, que abrirá os horizontes comerciais para os Estados europeus fortalecendo tanto a burguesia nascente, como os monarcas absolutistas a ela aliados nesse momento.




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A EXISTÊNCIA: SER E TEMPO NA OBRA DE BERGMAN




Foi com O Sétimo Selo que o diretor sueco ganhou fama internacional. O filme foi o principal responsável pela recuperação, para o cinema sueco, e fez um total de 54 filmes, 39 peças para o radio e 126 produções teatrais, onde seus temas principais eram Deus, a Morte, a vida, o amor, a solidão, o universo feminino e as relações humanas, principalmente entre os casais.
Ernst Ingmar Bergman (Uppsala, 14 de julho de 1918 — Fårö, 30 de julho de 2007) foi um dramaturgo e cineasta sueco. Estudou na Universidade de Estocolmo, onde se interessou por teatro e, mais tarde, por cinema. Iniciou a carreira em 1941, escrevendo a peça teatral "Morte de Kasper". Em 1944, desenvolveu o primeiro argumento para o filme "Hets". Realizou o primeiro filme em 1945, "Kris".
Somente após o sucesso de “Sorrisos de uma noite de amor” que Ingmar obteve permissão para filmá-lo. Bergman disse em uma entrevista "Foi baratíssimo e muito simples", mas na biografia critica de Peter Cowie, a origem de O Sétimo Selo é tratada de modo a aparecer um pouco menos simples. Cowie diz que a peça original é um ato para dez estudantes, entre eles Gunnar Bjornstrand, e foi levada a cena pelo próprio Bergman em 1955. Mas a encenação que arrebatou a critica ocorreu em setembro do mesmo ano quando um outro elenco, que contava com a presença de Bibi Anderson dessa vez, representou no Teatro Dramático Real de Estocolmo, sob a direção de Bengt Ekerot (ator e diretor renomado que interpretou a Morte em O Sétimo Selo). Apenas alguns elementos foram aproveitados no roteiro final do filme: o medo da peste, a queima da feiticeira, a Dança da Morte. Mas a partida de xadrez entre a Morte e o Cavaleiro não havia, e, nem existia o artístico-bufanesco "santo casal" Jof e Mia com seu bebê. Somente Jons, o Escudeiro, não sofreu mudanças. A parte técnica do filme “O Sétimo selo” é de extrema perfeição devido a grande experiência que Bergman tinha sobre cenário, atuação e fotografia.


Para a análise me apropriarei do pensamento da filosofia existencial. A proposta do existencialismo é a de entender como especulação filosófica que visa a análise minuciosa da experiência humana em todos os seus, mas acima de tudo dos aspectos irracionais da existência humana. Encontramos as origens do Existencialismo em Sören Aabye Kierkegaard (Copenhague, 5 de Maio de 1813 — Copenhague, 11 de Novembro de 1855). Foi de grande importância para o filósofo Heidegger (Meßkirch, 26 de Setembro de 1889 — Friburgo, 26 de Maio de 1976). Esta linha filosófica é de grande utilidade para decifrar os aspectos filosóficos do filme de Bergeman.


A história é simples. Um Cavaleiro e seu Escudeiro voltam das Cruzadas. O país está assolado pela peste. Eles se encontram com a Morte e o Cavaleiro faz um trato com ela: enquanto conseguir contê-la numa partida de xadrez, sua vida será poupada. Na viagem pela terra natal, encontram artistas, fanáticos, ladrões, patifes, mas por toda parte a presença da Morte, empenhada em ganhar o jogo por meios lícitos e ilícitos. A cena de abertura dá o tom: antes de qualquer imagem a música começa solene Dies Irae ("Dia da Ira" é um famoso hino, em latim, do século XIII. Pensa-se que foi escrito por Tomás de Celano). O passar das nuvens e a música dão o tom do drama bergmaniano.





Neste filme, o tema da existência (existenz) é preponderante, temos vários conceitos-imagem para ser trabalhado nesta belíssima obra filosófica que discute a angústia, o desespero e a a sua finitude. No filme, a morte está sempre presente, tentando seduzir o cavaleiro, como se ela fizesse parte da própria angustia do cavaleiro. Ela é a lembrança da mortalidade, da temporalidade e inconstância das coisas. Há uma grande batalha entre o cavaleiro e a morte, esta batalha está representada no jogo da xadrez a imagem mais importante do filme.


Ao fundo, temos como cenário o mar, o mar simboliza esta temporalidade, há uma dialética existencial por trás das ondas. Diante da sua própria condição o cavaleiro se encontra no paradigma da angústia O com que a angústia se angustia não é nenhum ente intramundano.





Na angústia, diz-nos Heidegger, acompanhando Kierkegaard, o que nos ameaça não está em parte alguma. Não estando em parte alguma, a ameaça entretém relação com algo que não é intramundano” [...] É afinal o Dasein mesmo que nos angustia, porque já sem a proteção do cotidiano, revelando-se, então, nesse sentimento; o poder-ser livre, a possibilidade de escolha [...] (NUNES, 2004, p.19).







Ela se angustia com o ser no mundo, ou seja, inserido com e no mundo, que é algo completamente indeterminado. Para a angústia, o que ameaça não se encontra em lugar algum. “Lugar algum” diz respeito à abertura de mundo, e mundo é o que se abre e se encontra sempre presente, mas em lugar algum, é o nada. Esta é a grande luta que o homem trava consigo mesmo, diante do mundo, que aparece caótico, ele se depara com sua própria existência e sua condição de mortalidade. Para Heidgger, a angústia encontra-se diante de duas percepções do não-ser: o antes do nascer e o depois de morrer. Bem diversa do medo comum e da ansiedade neurótica, a angústia existencial não degrada o homem. Antes, exalta-o, enobrece-o, porque decorre de sua consciência de estar-no-mundo e de sua liberdade de poder-ser, ou deixar-de-ser.


Enquanto possibilidade de ser da pre-sença(*), a angústia, junto com a própria pre-sença que nela se abre, oferece o solo fenomenal para a apreensão explícita da totalidade originária da pre-sença. Esse ser desentranha-se como cura (HEIDEGGER, 1988, p. 245).




Ela é a voz, que emerge de sua consciência moral, para recordar-lhe, retrospectivamente, a culpa, e prospectivamente, a morte, esse grande mistério jamais decifrado, diante do qual impõe-se a responsabilidade da realização de seus projetos, livremente escolhidos.
Ou seja, o filme pode ser entendido como a jornada do homem como um lançado no mundo, diante de sua condição humana é o ser diante do tempo. Quando o homem toma consciência dessa existência ele pode tomar sua própria vida e sua liberdade, na verdade o homem quando nasce já se torna um ser para a morte, um ser para a totalidade, portanto, para sua finitude.

MATERIAL COMPLEMENTAR
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O SÉTIMO SELO DE BERGMAN E O ESTRANGEIRO DE CAMUS: OS MATIZES DA FINITUDE.





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*Pre-sença é tradução brasileira para Dasein.


HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Parte II. Tradução de Márcia de Sá Cavalcante. Coleção Pensamento Humano, Petrópolis: Vozes, 1989, 340p.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Parte I. Tradução de Márcia de Sá Cavalcante. Coleção pensamento Humano, Petrópolis: Vozes, 1988, 328p.
Kierkegaard, Soren. O conceito de angústia. Tradução de Eduardo Nunes Fonseca e Torrieri Guimarães. Hemos, 2007.

Filmografia:
Det Sjunde Inseglet O Sétimo Selo. Ingmar Bergman. Suécia.1956. 96 minutos.
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